CI&T Business Impact: a chave da real transformação digital é o impacto

Evento reuniu algumas das marcas mais valiosas do mercado para discutir dores, descobertas e aprendizados das jornadas de transformação. Confira os destaques:

CI&T Business Impact Summit 2019
Posted on Oct 14, 2019

O que você vai ler aqui:

- Cesar Gon, CEO da CI&T, fala sobre a importância da evolução constante da organização

- Cases de sucesso das jornadas de transformação digital da Coca-Cola Brasil, Vivo e Itaú

- Highlights da pesquisa Impacto de Negócio: o elo perdido da transformação digital 2.0 

 


A CI&T realizou nesta quinta-feira, 10 de outubro, no espaço Cubo Itaú em São Paulo, a segunda edição do CI&T Business Impact Summit. O evento reuniu C-Levels de algumas das marcas mais valiosas do mundo para trazer cases inspiradores, refletir sobre tendências de mercado, dores e aprendizados do dia a dia dos processos de transformação digital. 

 

Cesar Gon, CEO da CI&T,  abriu o encontro salientando a importância de ter um mindset de evolução constante em toda a organização e da consciência dos verdadeiros pilares da transformação em um cenário cada vez mais competitivo e desafiador. Entre eles, a necessidade da geração de impacto de negócios durante a jornada. “Digital Transformation é sobre mudança de cultura, mas esse é o ponto de partida errado. Não vou mudar a cultura para ter mais impacto. Vou ter mais impacto e aí sim a cultura vai se transformar”, destacou o CEO.

 

Segundo Cesar, só as companhias que realmente têm a inquietação de se reinventar e aperfeiçoar seus processos para conquistar resultados consistentes com velocidade seguirão relevantes no digital. 

 

Em seguida, mais de 300 presentes no evento tiveram a oportunidade de conhecer melhor a jornada de transformação da Coca-Cola Brasil. Flávio Camelier, VP Digital Transformation da companhia, explicou durante sua palestra que a marca está adotando a verdadeira “obsessão pelo cliente”. Como exemplo, o VP contou o case de implantação de processos e ferramentas de automação voltadas ao atendimento mais ágil e efetivo para varejistas de pequenos comércios. 

 

Uma das iniciativas citadas foi o estabelecimento de canais de contato automatizados por whatsapp, respeitando o uso natural que comerciantes fazem do aplicativo. “Nós levamos experimentos do Whatsapp pro mercado e fomos aprendendo no caminho. A cada quinzena, trazíamos inputs dos usuários para fazer melhorias em cada ciclo”, completou. O canal, que começou com a disponibilidade de atendimento para 120 clientes em janeiro de 2019, deve alcançar 40 mil usuários até dezembro. A meta final, idealizada pela equipe, é que o atendimento consiga suprir as necessidades de 500 mil clientes, sempre aprimorando seus processos em ciclos curtos de aprendizado e evolução. Sobre as mudanças de mindset necessárias para abraçar a transformação digital na empresa, o executivo destacou: “A maior transformação para nós, as lideranças, é deixar de ser um knower, para ser um learner”.

 

Para Alex Salgado, VP de B2B para a Telefônica/Vivo, a chave para realizar a transformação e se manter à frente no setor é a velocidade. E ela só é possível aliando experiência do cliente e metodologias para desbloquear o potencial da organização. Na sua apresentação, Alex Salgado contou que trabalhando com ciclos menores de acordo com o modelo de transformação da CI&T, a empresa conseguiu medir o impacto e corrigir rotas em pouco tempo. Segundo ele, em um ano, a transformação e agilidade na execução dos processos foi surpreendente. “Antes, a gente tinha a previsão de quatro anos para conseguir evoluir na plataforma original. Agora, o desafio é entregar uma plataforma totalmente digitalizada em 18 meses. Melhoramos muito a acessibilidade logo na primeira entrega em três meses e vemos impactos reais na satisfação do cliente”, comemorou.

 

Ao lado da CI&T, a Vivo alterou o formato de trabalho das equipes, priorizando entregas semanais e realizando constantes mudanças e ajustes nos processos já adotados. Entre os principais resultados, pode-se destacar  que, em poucos meses, foi possível reduzir em 23% os custos de call center, além de aumentar a eficiência em atividades como suporte aos clientes. “79% das demandas dos clientes são resolvidas dentro da própria plataforma, reduzindo significamente os custos com serviços de atendimento.” afirmou Salgado.

 

Também falando em resultados impactantes, no painel dedicado ao case do Itaú, Claudio Sanches, Diretor de Investimentos do banco, afirmou que o Itaú conseguiu gerar 500 milhões de reais adicionais para os clientes desde o início deste ano. Isso tem acontecido, em grande parte, devido à nova metodologia e mindset que a empresa adotou no processo de transformação digital que vem acontecendo na companhia lado a lado com a CI&T.

 

Claudio Sanches destacou também que muito se fala de transformação digital, mas no fundo pouco tem de digital. Para ele, trata-se de uma grande transformação cultural e as empresas precisam entender isto. Segundo ele, o trabalho realizado em parceria com a CI&T  mudou a forma que a companhia entende seus processos de trabalho, sua estrutura e seu foco. “Agora não é mais cliente no centro, é o cliente em todos os lugares”, ressalta Claudio.

 

Para o diretor, a partir de hoje, "quem lidera o mercado, define o futuro desse mercado". E as empresas que querem verdadeiramente a transformação e a agilidade para alcançar a liderança devem fazer isto pelos motivos corretos, já que, por ser tão profunda, a mudança sem propósito não será efetiva. “Se você não conseguir engajar todo mundo, não vai funcionar”, destaca.

 

Ainda durante o evento foram apresentados alguns resultados da pesquisa Impacto de Negócio: o elo perdido da transformação digital 2.0, realizada pela CI&T em parceria com o Opinion Box. Dentre os highlights identificados no levantamento, estão que o maior desafio para as organizações ainda diz respeito a acelerar o processo de transformação digital: 91% das lideranças acreditam que sua empresa está buscando aumentar o ritmo da transformação digital.

 

Também segundo o estudo, 8 em cada 10 líderes já têm jornadas de transformação digital em andamento, mas apenas 46% deles acreditam que suas empresas estão totalmente preparadas para o processo. Outro desafio apontado é conseguir ser realmente data driven: embora 57% consideram muito importante ter suas estratégias pautadas em dados, apenas 39% estão conseguindo colocar isso em prática.


Para encerrar o evento, o painel O real impacto da transformação digital nas grandes organizações, que contou com a participação de Henrique Braun, Presidente da Coca-Cola Brasil, e mediação de Bob Wollheim, além dos speakers já mencionados, abordou temas bastante relevantes para as empresas como a necessidade urgente de agilidade para acompanhar as mudanças. Além disso, a consciência de que para uma transformação acontecer realmente de ponta a ponta é necessário envolver as pessoas nos processos e ter a humildade de aprender constantemente. “Transformação é sobre pessoas. É sobre quebrar silos, entender o que está no âmago da tecnologia”, destacou Solange Sobral, VP de Operações da CI&T.