O Design incluindo o cliente na construção de soluções

Por: Gilson Gaseorowski

colaboradores da CI&T analisando situation wall
Posted on Dec 5, 2018

 

Entenda a importância de reforçar o olhar do Design na perspectiva da inclusão do usuário.

 

Uma reunião de pessoas motivadas para construir um futuro de possibilidades exponenciais, grandes pensadoras da atualidade: esse foi o HSM Expo 2018. Buscando esse mesmo propósito, decidi direcionar minha agenda no evento para entender como práticas de Design vêm sendo utilizadas para assegurar participação inclusiva dos clientes na construção de soluções para o mundo físico e digital.

No interessante painel "Você não é o seu cliente: práticas inclusivas de Design", ministrado por Érico Fileno, Head of Innovation & Design da VISA, e Marina Neta e Rick Freitas, ambos Experience Designers da ThoughtWorks, foram apresentadas reflexões sobre o quanto as 7 dimensões universais do Design nos aproximam do entendimento real de quem é nosso cliente. As sete dimensões do design são: uso equitativo, flexibilidade no uso, uso simples e intuitivo, informação perceptível, tolerância ao erro, baixo esforço físico, tamanho e espaço para aproximação e uso.

A apresentação trouxe respostas para a pergunta: “Por que minha empresa precisa se preocupar com Design Inclusivo?” A principal motivação econômica gira em torno de expandir a abrangência do portfólio para se manter à frente dos competidores. Para tal, são necessárias técnicas de Design que extrapolam o básico de entrevistas e mapeamento de jornadas, contando, por exemplo, com mapeamento de arquétipos e adversidades e ressignificação de termos de negócio para aproximá-los da linguagem natural do público-alvo.

Na sua explanação, Érico Fileno nos contou como o “jeito VISA”, que incluía desenvolvimento em camadas, tem sido substituído pela possibilidade de configurar produtos para atenderem as especificidades dos clientes. Trouxe como exemplo a opção de o consumidor decidir em qual formato (físico ou digital) deseja concentrar seus pagamentos. Uma vez decidido o formato, outras variáveis podem ser consideradas como o meio: aplicativo celular ou wearable para o digital, plástico ou metal para o físico.

Por fim, compartilharam cases em que Design aparentemente simples causa impacto positivo, como é o caso de um notebook com alça e frente customizável, que o torna mais prático de carregar e transforma-o em um objeto de decoração.

Como estes, os exemplos dados reforçaram a ideia de que o Design para o mundo físico pode ser muito abrangente e menos customizável; já para o digital vale o oposto: a abrangência é menor, mas a possibilidade de customização é mais ampla.

Para finalizar, os painelistas inspiraram a plateia com o resgate da visão de que um designer é, na sua essência, um solucionador de problemas para a construção de um mundo mais justo, habilitando-o com serviços e produtos mais inclusivos.